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Conheça a artista brasileira Gabriela Vasconcelos

Gabriela Vasconcelos é uma artista e ilustradora brasileira, de Niterói-RJ, atualmente trabalha com o desenvolvimento de cenários e props para animações, além disso estuda design, e faz ilustrações incríveis! Conversamos com a Gabi e ela contou um pouco sobre suas influências, o início de sua carreira na ilustração, e deu dicas para quem quer começar na área.

Você pode falar um pouquinho sobre o início do seu interesse na ilustração? 

“O começo da minha história com a ilustração é bem clássico! Eu desenhava quando criança, parei por um bom tempo e só voltei porque uma das minhas melhores amigas vivia desenhando, ela me influenciou bastante. Isso foi no meu ensino médio e a partir daí eu comecei a desenhar quase todo dia, mas sem um propósito bem definido. Entrei na faculdade de Comunicação Visual/ Design porque queria explorar algo na área criativa, o que foi ótimo! Me deu muitas das referências e ensinamentos que continuo carregando comigo. Fui levando a ilustração cada vez mais a sério, até que em 2015 tive a oportunidade de fazer um intercâmbio pelo CSF pra SCAD, na Georgia. Lá eu pude puxar matérias relacionadas a área de ilustração e a partir daí tive certeza que queria trabalhar exclusivamente nessa área. Fiz o meu primeiro estágio ainda lá fora, no Transistor Studios, eles trabalham principalmente com animações pra publicidade, e foram incrivelmente pacientes e didáticos nos 3 meses que fiquei por lá. Acabei voltando muito focada pro Brasil, fiquei alguns meses estudando e fazendo peças pra portfólio até que decidi mandar emails pra todos os estúdios do Rio que encontrei. E acabei sendo chamada! Atualmente tenho feito cenários e props pra animação e aprendendo demais com uma equipe incrível.”

“Em relação a arte e entretenimento, quais são as suas maiores influências?”
“Sempre amei animações e sei que elas são influência em quase tudo que eu faço, principalmente as da Disney e da Laika. Sou bem eclética com filmes, contanto que não seja de terror eu topo! Mas é engraçado como grande parte do conteúdo que eu gosto de consumir não influencia diretamente no meu trabalho. Por exemplo, eu gosto muito de temáticas ficcionais, que brinquem com a realidade, aquele tipo de filme que te deixa sentada na cadeira pensando sobre a sua existência. Mas no meu trabalho, normalmente, acabo ilustrando momentos do cotidiano ou um personagem que poderia ser seu amigo ou alguém que você viu na rua.
Gosto muito dessa sutileza de mostrar cenas que poderiam estar acontecendo do lado do espectador. Acho que faz com que as pessoas se vejam nas ilustrações. Contanto que eu esteja passando uma mensagem positiva e que ajude as pessoas de algum modo, fico feliz com meu trabalho, por mais simples que seja.”
“Ainda falando em referências, os outros artistas geralmente são quem acabam nos inspirando ainda mais, tem algum em especial que você sempre acompanha?”
“Tenho muitos artistas que me inspiram! Acho que isso às vezes até me atrapalha, porque existem tantos estilos incríveis, que fico perdida nas possibilidades, querendo fazer tudo. É muito algo de fase, depende muito do que estou estudando no momento. Vou falar alguns que estão no meu coração e nas minhas pastas do pinterest faz muito tempo: Anna Cattish, Annette Marnat, Brittany Meyers, Cory Loftis, Glen Keane, Loish, Jillian Tamaki, Rene Gruau, Uwe Heidschotter. Isso tirando a galera das antigas tipo Klimt, Egon Schiele, Mucha…”
 “O início é sempre o mais complicado, você tem alguma dica/conselho amigo pra galera, e em especial para as meninas que querem começar a ilustrar?” 
“Um conselho que eu daria é ter muita paciência! Façam o que estiver ao alcance de vocês pra seguir essa carreira, sem se pressionar e/ou se comparar tanto com outros artistas. Se consolidar, em qualquer área, é um processo demorado e por vezes cansativo e ilustração não foge dessa regra. Cada um tem seu próprio ritmo, estilo, mensagem que quer passar e jornada pra seguir. Tentem se divertir com o processo e falar sobre temas que sejam importantes pra vocês, as pessoas acabam se identificando com isso. Ah, e aproveite bem todas as oportunidades que a vida tem a oferecer. É incrível como nos últimos anos, a quantidade de workshops, cursos e grupos online dedicados à ilustração tem aumentado. Tem muita informação e gente disposta a ensinar, cabe à pessoa encarar esse desafio e seguir em frente.”
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