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Assassin’s Creed

12 de janeiro de 2017

Assassin’s Creed, franquia renomada dos videogames da publisher UBISOFT, acaba de receber sua adaptação para a telona e está com o lançamento previsto para o dia 12 de janeiro. Hoje tive a oportunidade de ver esse filme antes da estreia e quero discutir um pouco das minhas percepções iniciais sobre os efeitos visuais com vocês, mas, antes de falar sobre isso, vou contar qual história do jogo eles usaram para criar o longa.

No filme, Callum Lynch (Michael Fassbender), o personagem principal, descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos e, através de uma memória genética, ele revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. De posse de conhecimentos e habilidades fodásticas, ele enfrenta os Cavaleiros Templários, recriando a história dos seus ancestrais em busca de uma maçã – sim, aquela do Éden, que supostamente contém a primeira maldade do mundo.

Roteiro a parte, o filme é um espetáculo visual que, assim como o jogo, mostra um universo imensos e imersivo. No quesito ambientes temos um trabalho muito consistente de efeitos visuais que vai desde ambientes inteiros em 3D até set extensions que recriam a Espanha do século XV num nível que beira a perfeição. Somos expostos a esse ambiente da Inquisição Espanhola pela primeira vez no filme com um plano sequência de aproximadamente 2 minutos que se começa ao lado de uma águia em pleno voo e que em seguida se aproxima dos cavaleiros templários em batalha. Aos poucos, o ambiente do filme vai emergindo até que somos apresentados ao assassino. Só essa cena já vale uma visitinha no IMAX, se você é do time dos fissurados em efeitos especiais.

Algo que também impressiona muito é que em grande parte das cenas do mundo fica claro que estamos em um set de verdade. Isso eleva a complexidade da produção porque na hora de integrar os cenários é necessária uma quantidade enorme de trabalho de pintura (para remover as construções novas, equipamentos de segurança, câmeras, cordas, etc.) e de rotoscopia (que é o método utilizado para isolar os personagens do fundo). As duas empresas de VFX principais responsáveis pelos efeitos do filme foram a Cinesite e a Double Negative e nos créditos tinha pelo menos cem pessoas envolvidas nessa área, o que já dá uma ideia do trabalho que a galera teve. Essa técnica deixa o ambiente muito real e aumenta a nossa capacidade de interação com o universo, que acabando sendo o grande trunfo da produção.

Para conferir mais um pouco dos efeitos práticos, dá uma olhada na preparação do famoso leap of faith:

Trailler Oficial do filme:
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