Modo noturno:

Game Jam+ busca fomentar a indústria brasileira de games

3 de agosto de 2018

Começou nesta última sexta-feira, dia 27 de julho, a segunda edição da Game Jam+, evento que mescla o desenvolvimento de jogos digitais e a elaboração de planos de negócio. A iniciativa acontece desde o ano passado e é organizada pela Gamer Trials, empresa do Rio de Janeiro especializada em gestão de comunidade e teste de games.

Equipe discutindo como elaborar o jogo e o plano de negócios. (Crédito: Eiko S. Harata)

Diferentemente da Global Game Jamque acontece todo início de ano e em vários lugares do mundo, a Jam+ é um evento barasileiro, de caráter competitivo e que acontece em três etapas: As regionais, a aceleração de empresas e a final.

  • Regionais: Pensada para ser uma mistura entre a startup weekend e os hackathons, as regionais acontecem entre as cidades sedes, simultaneamente. Nesta estapa, os participantes são divididos em equipes (cada uma composta por até 5 pessoas) e têm 48h para desenvolver um protótipo funcional de um jogo e o seu projeto de negócio para que, ao final do evento, ambos sejam apresentados para uma banca de jurados, que escolheram a equipe vencedora. Mas, isso não é tudo. Cada sede ainda pode ter mais uma equipe representante, sendo ela decidida através dos votos populares, que são feitos via internet e ficam abertos durante um período do mês.
  • Aceleração de Empresas: Esta é a etapa que acontece entre as regionais e a final, com os campeões por voto popular e por voto dos jurados de cada cidade. As coisas aqui acontecem como uma “aceleradora de startups“. A Gamer Trials trabalha como uma mediadora, permitindo que os finalistas tenham contato com profissionais renomados da indústria, recebendo suporte para que os jogos ganhem mais qualidade e que as noções de negócio (marketing, por exemplo) se ampliem.
  • Final: A final, como o próprio nome já diz, é a ultima fase do evento. Todas as equipes se juntam e competem entre si por prêmios, que são seprados em algumas categorias como a Premiação Nacional Geral, a Premiação Nacional UNICEF e a Premiação Nacional Games Mobile por TFG.

Este ano, 14 cidades estão participando do evento e, em colobaração com a Universidade Positivo, Curitiba não está de fora. Na fase das regionais, segundo informações da organização do evento na cidade, cerca de 150 pessoas inscreveram-se para participar.

Por que este evento é importante?

Além de ser uma maneira de estimular os criadores mais jovens a participar efetivamente do mercado brasileiro de jogos, a Game Jam+ incentiva os participantes a manterem suas visões ampliadas, não apenas para o desenvolvimento do projeto em si, mas também para todo o processo pós-produção. Em entrevista a Revonow, Lucas de Freitas, um dos membros da equipe da gamer trials, comenta sobre o projeto.

“A ideia era não ficar preso só na questão da criatividade e da diversão, como um hobbie, mas fazer com que as pessoas passassem a encarar isso como uma possibilidade de carreira e de emprego”

Também em entrevista à Revo, a professora da Universidade Positivo e organizadora da Game Jam+ em Curitiba, Pâmela Beltrani, expressa sua opinião em relação ao impacto que o evento causa dentro do cenário de jogos no Brasil. “Existe um impacto direto [na indústria de jogos] simplesmente porque nós temos novas relações acontecendo aqui dentro. Têm novas equipes que estão se formando. Têm equipes que já são antigas e estão descobrindo novos potenciais, já que cada jogo criado é uma experiência totalmente nova que está sendo desenvolvida e ela [as equipes] estão passando por uma experiência totalmente nova”, afirma.

Cada participante deveria levar o seu próprio equipamento para o evento. (Crédito: Rafael Lagos)

Inúmeros participantes da Jam+ têm contato direto com a criação de jogos e apostam em eventos como este para auxiliar no desenvolvimento da indústria, como é o caso do estudante de design gráfico Julio Kawamoto e de Kaz Born, aluna de jogos digitais.

Para ambos, eventos como este são fundamentais e uma forma prática de consolidar a indústria de games. “Movimentando essas pessoas [particpantes da Game Jam+], a gente está juntanto desenvolvedores dessa área, programadores, artistas, game designers, e fortalecendo este movimento”, cometa Kawamoto. Ainda sobre isso, Kaz Born complementa dizendo que “é uma boa porta de entrada para, por exemplo, mostrar para empregadores as suas habilidades. Já vi empresas maiores indo em game jams para procurar pessoas boas na área”.

A final da Game Jam + está prevista para acontecer no ínicio do mês de novembro, na cidade do Rio de Janeiro. Ao todo, serão 28 equipes finalistas (duas por cidade sede) concorrendo a Premiação Nacional.

A equipe escolhida pelos jurados para representar Curitiba na última etapa, desenvolveu o jogo “Sailor Food” e é composta por 4 pessoas: Tarcísio Skóra como programador, Isabella Felix como artista e Glauco Morandini e Demetrius Teixeira, ambos como audio e sound designers. Você pode baixar o jogo clicando aqui.

Para ver os demais jogos produzidos na Game Jam+ 2018, clique aqui.

Equipe vencedora por voto dos jurados na Jam+ 2018. (Crédito: Rafael Lagos)

18 anos, cabeça nas nuvens e viciada em marca-páginas,
Prazer.

Top